Alerta vermelho: estudo da NOAA aponta 63% de chance de El Niño "muito forte" e seca severa em Mossoró
Um dos fenômenos climáticos mais intensos desde 1950 pode estar a caminho. A Secretaria de Agricultura divulga levantamento internacional que acende o sinal de alerta para o semiárido. Entenda o que esperar para o Nordeste nos próximos meses.
A Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seadru) divulgou um levantamento da Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, que aponta alerta vermelho para o Nordeste do Brasil, com altas probabilidades de seca severa na região de Mossoró. Segundo o estudo, do segundo semestre de 2026 ao primeiro semestre de 2027 está confirmada a presença do El Niño, fenômeno responsável por mudanças climáticas no planeta.
Além da seca severa no Nordeste, o levantamento confirma a formação do fenômeno e alerta para impactos em todo o Brasil. De acordo com os dados, o evento deve ganhar intensidade até o verão e influenciar chuvas, temperaturas e a produção agrícola.
A chegada do El Niño já era esperada pelos meteorologistas. Nas últimas semanas, os indicadores atmosféricos passaram a responder ao aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, caracterizando o acoplamento entre oceano e atmosfera que define o início do fenômeno.
Ainda segundo a NOAA, há 63% de probabilidade de que o atual episódio alcance a categoria de El Niño muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Se a projeção se confirmar, o evento poderá integrar o grupo dos mais intensos já registrados desde 1950, ao lado dos históricos episódios de 1982/83, 1997/98 e 2015/16. O pico de intensidade está previsto para entre outubro e dezembro deste ano.
Os impactos do El Niño no Brasil variam conforme a região e a época do ano. No Sul, o fenômeno costuma aumentar os volumes de chuva e elevar o risco de temporais, enchentes e eventos extremos. No Norte e em parte do Nordeste, a tendência é de redução das chuvas, favorecendo estiagens mais prolongadas. No Centro-Oeste e no Sudeste, os efeitos tendem a ser mais irregulares, com expectativa de temperaturas acima da média e mais ondas de calor.
Para o primeiro semestre de 2027, o levantamento prevê seca severa no Nordeste, principalmente no semiárido. A Secretaria de Agricultura reforça que os efeitos previstos são comparados a um dos episódios mais intensos desde 1950. O último registrado na região ocorreu entre 2012 e 2016, com maior intensidade em 2015 e 2016, período em que houve seca severa em Mossoró.
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